Como planejar uma praça sustentável?

O conceito de praça é algo secular. Há muitos anos as pessoas vêm se encontrando em espaços urbanos livres para socializar. Não existe apenas uma única maneira de se notar uma praça: existem aquelas totalmente pavimentadas, aquelas com jardins, com lagos ou fontes, com brinquedos ou com pequenos comércios, como uma banca ou floricultura.

Para iniciar o planejamento desses espaços urbanos de encontro e, em alguns casos, de preservação da natureza, é fundamental entender a vocação do espaço e suas características físicas, o entendimento do contexto urbano. Avaliar o entorno e a vizinhança é o primeiro passo para o equilíbrio social e cultural do espaço que se pretende planejar, tornando-o um suporte para a vizinhança. As praças sustentáveis não devem ser compostas apenas por árvores e elementos urbanos instalados, devem cumprir com uma função de desenvolvimento humano em meio urbano.

Entender os recursos ambientais é o segundo passo para o planejamento de praças públicas que envolvam o ambiente natural, compreendendo características como topografia, chuvas, luminosidade natural, conexão com o entorno (paisagens capturadas) e elementos paisagísticos que possam reforçar e estruturar o espaço em questão, como grandes árvores e arbustos.

O terceiro passo é a avaliação dos recursos materiais e elementos utilizados em pisos, bancos, lixeiras, luminárias, muretas, brinquedos e equipamentos de ginástica. Muitas vezes, é preciso avaliar com cautela o uso e sua existência, pois elementos urbanos em excesso, ou aleatórios, podem desqualificar o conjunto do planejamento e, consequentemente, tornar mais complexa a manutenção, a longo prazo, do espaço público.

Uma praça, seja ela seca seja abundante em vegetação, é um dos locais mais apreciados pelos moradores de centro urbanos, em conjunto com os sistemas de parques de um município, pois propiciam momentos de socialização, descanso e, também, de divertimento. As praças são pontos de encontro essenciais e fundamentais para a vida urbana, desde uma cidade pequena até uma metrópole, tornando-se pontos de referência. 

Sendo assim, vale destacar que, além de um bom projeto, é fundamental a manutenção das praças, em relação à limpeza, segurança e atividades desempenhadas. Esses espaços públicos devem ser altamente resilientes com plantas, mobiliários e demais soluções de fácil manutenção, isto porque, à medida que o espaço vai ganhando uso, o interesse do entorno aumenta, intensificando o uso gradativo por parte das pessoas, portanto, nesse aspecto, pensar as atividades e sua evolução ao longo do tempo é fundamental para chegarmos num planejamento construtivo socialmente. Sob esse viés, não existe projeto de espaço público sem o entendimento e a participação social.

Quanto mais espaços públicos de qualidade uma cidade possui, maior é a qualidade de vida de seus moradores, maior é o engajamento e o sentimento de pertencimento aos lugares públicos. O comprometimento dos gestores públicos, bem como da população, é fundamental para o fomento de novos espaços e manutenção dos já existes, com políticas de gestão eficientes e que garantam a segurança de todos. É essencial, também, ter pessoas engajadas que possam se tornar embaixadores do espaço e que possam zelar, organizar atividades e eventos para levar qualidade de vida a todos que tenham a possibilidade de desfrutar do local.

A Plantar Ideias vem realizando uma série de projetos de revitalização e ressignificação de espaços públicos em praças, alguns contando diretamente com o engajamento da comunidade local, como o projeto Cidades Inteligentes, no qual foram realizadas com a população oficinas de capacitação de jardinagem, design urbano e paisagismo. Juntos, equipe e comunidade, reformaram cinco praças distribuídas pelo interior de São Paulo.

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